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Saúde
Vacinas em dia
Sempre que alguém viaja para
um lugar estranho, estará em contato com vírus e bactérias
aos quais não está acostumado e contra os quais seu organismo
poderá não reagir. Por isso, sempre que for viajar, consulte
um especialista (imunologista ou infectologista). Ele provavelmente irá
indicar vacinas contra doenças infecciosas e parasitárias que
ocorrem nas regiões que irá visitar.
Alguns exemplos:
Febre amarela – Tomar a vacina no mínimo dez dias antes da viagem.
Alguns países exigem o certificado internacional de vacinação
contra a doença, mesmo que ela já tenha sido erradicada. Em
outros países, somente turistas que venham de áreas endêmicas
(inclusive o Brasil) devem apresentar a certificação. A proteção
da vacina é por 10 anos. Veja quem não pode tomar a vacina:
mulheres grávidas, crianças de até 6 meses, quem tem
alergia à albumina (proteína do ovo), diabéticos e portadores
do vírus da AIDS, quem faz quimioterapia, recém-transplantados
e portadores de doenças.
Cólera
- Existem dois tipos de vacina contra a doença, mas nenhuma delas confere
imunização total (a mais eficaz é a oral).
Encefalite japonesa - Doença virótica. O vírus, transmitido
ao homem por um mosquito, destrói o cérebro e a coluna vertebral.
Os principais sintomas são febre intermitente, dor de cabeça,
vômito, delírios e confusões mentais. A doença
é comum em regiões que combinam plantações de
arroz alagadas e criação de porcos. Se você vai para lá,
além de tomar a vacina, não deixe de usar repelentes e mosquiteiros.
Principais doenças com risco de epidemia
Febre amarela: típica de áreas tropicais é transmitida pelo mosquito aedes aegipti e tem taxa de mortalidade altíssima (aprox. 85%). Países mais afetados:
África: Angola, Benin, Burkina Fasso, Camarões, Gâmbia, Gana, Guiné, Libéria, Nigéria, Serra Leoa, Sudão.
América do Sul: Bolívia, Brasil (regiões norte e centro-oeste), Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru, Venezuela.Cólera: causada por uma bactéria, provoca diarréia profunda, vômitos e desidratação rápida. Tem aumentado em locais onde ocorrem catástrofes naturais, guerras e campos de refugiados.
África: Angola, Benin, Burkina Fasso, Burundi, Camarões, Cabo Verde, República Centro-Africana, Chade, Comores, Costa do Marfim, Congo, Djibuti, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Madagascar, Malauí, Mali, Mauritânia, Moçambique, Níger, Nigéria, Quênia, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Somália, Suazilândia, Tanzânia, Togo, Uganda, Zâmbia, Zimbábue.
América do Sul: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname, Venezuela.
América Central: Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá.
Ásia: Afeganistão, Brunei, Butão, Camboja, China, Filipinas, Índia, Laos, Malásia, Mongólia, Mianmar, Nepal, Sri Lanka, Vietnã.
Oriente Médio: Irã, Iraque.SARS (Síndrome Respiratória Severa Aguda): mais conhecida como Pneumonia Asiática. Espalhou-se por diversos países de quase todos os continentes. Sua origem é desconhecida e sabe-se apenas que pertence a família do Corona (encontrado em animais), mas também é comum em humanos. A forma de transmissão ainda é um mistério, e a única forma de tentar deter o seu avanço é tentar impedir que infectados entrem em contato com outras pessoas.
AIDS (Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida): em vários países ela está sob controle, mas existem lugares em que isto ainda está longe de acontecer. Somente na África há 28,3 milhões de pessoas com Aids. Especialistas afirmam que a região necessita urgentemente ações externas para tentar controlar a situação.
Gripe: é a mais comum de todas as doenças, e possui uma capacidade de mutação constante, o que torna mais difícil o seu controle. Em uma sociedade globalizada, como a de hoje, um novo vírus de gripe com poderes letais poderia causar um grande número de mortos, além de um prejuízo sem precedentes para o turismo, viagens e comércio.
Meningite: desde o começo da década de 80, os intervalos entre as epidemias de meningite têm diminuído. Transmitida por tosses ou espirros, pode-se facilmente ser disseminada através de viagens e migrações entre um país e outro ou até mesmo dentro do próprio país.
Malária e Dengue: também são típicas de áreas tropicais, a febre amarela, a malária e a dengue completam a lista de ameaças. Têm um mosquito como vetor. Não existe vacina para dengue nem para a malária, o que torna o tratamento e o combate mais difícil.
Seguro
Saúde
Muitas
vezes, durante uma viagem, podem acontecer imprevistos, como ficar doente
ou sofrer um acidente. Para isso existem os seguros ou assistências
de viagem, que podem estar incluídos nos pacotes de viagem ou ser adquiridos
avulsos. Estão divididos entre seguro-saúde (que pagam as despesas
médicas) e seguro de vida (um valor em dinheiro para usar caso o vôo
atrase, ou mesmo para pagar despesas jurídicas, se necessário).
O mais importante é contratar o seguro que paga mais para as despesas
médicas, tenha atendimento gratuito, 24 horas, tenha os hospitais mais
perto de onde você vai ficar, ofereça transporte em caso de urgência,
incluam serviços de dentista e remédios e que atenda em português.